Por incrível que pareça, o machismo não é uma corrente
apenas praticada por homens.
Quando uma mulher, por exemplo, descobre-se grávida, e
começa a pensar sobre as escolhas que terá que fazer, como cores de enxoval,
pintura do quarto do bebê e pega-se pensando em rosa e azul. Afinal, se for
homem, jamais – jamais! – a cor escolhida poderá ser o rosa ou então, esta mãe
será rechaçada pelo seu ciclo de amigos, familiares e conhecidos.
Já, se uma garotinha pede de presente um carrinho ou escolhe
um brinquedo que faça parte da preferência dos garotos, ela será julgada, primeiramente
por sua mãe e, posteriormente pelas pessoas de seu convívio, com crença na possibilidade
de vir a se tornar homossexual no futuro.
Se o seu filho tem interesse por fazer ginástica olímpica e
sente que sua mãe lhe faz um pré-julgamento de que o esporte é “coisa de
mulherzinha, ou tipicamente feminino, está então, moldando a personalidade
deste filho. Sem se dar conta que, além de ser filho, este homem também será
amigo, marido e pai.
Estes estímulos e repressões de atitudes propagados pela mãe,
serão assimilados e propagados por este indivíduo ao decorrer de sua vida,
aplicando estes pensamentos em seu cotidiano.
Tudo depende da forma que você vê. Uma menina que que se
interessa por luta marcial, pode receber uma ajuda no desenvolvimento de sua
personalidade, como por exemplo, adquirir mais disciplina, criar auto-confiança
ao defender suas opiniões. Além do que, isto não será indicativo da criação de
uma agressividade. E, se um garoto vir a ser impossibilitado de brincar com panelinhas,
pode ter seu talento para a gastronomia podado.
Re-modele a maneira como você vê. Não permita que uma visão
pré-concebida e ditada pela sociedade, determine o homem ou a mulher que o seu
filho se tornará. Ofereça diferentes estímulos. Procure observar de maneira
imparcial as reações deste outro ser, para que assim ele desabroche e tenha sua
própria visão de mundo.
