quinta-feira, 15 de agosto de 2013

cachorros, por que de REpente eles viraram gente?



Você já parou para pensar por que gosta mais de cachorro ou gato? Por que se "identifica" mais com Garfield ou Odie? Segundo o professor Carlos C. Alberts, a diferença de comportamento dos dois animais pode explicar essa preferência. “O cachorro vê o ser humano como um líder. Em uma matilha, todos os cães querem agradar o líder, o veneram e são condicionados a ele”, comenta. Geralmente, uma pessoa que não se incomode com essa relação de dependência se dará melhor com um cão.

Para quem perdeu a capacidade de se locomover, seja por aspectos físicos ou por outros motivos, estar perto de um animal é como se realizar através dele. Quando essa pessoa vê um cachorro brincando e correndo livre, tem a oportunidade de projetar-se nele e por alguns instantes é como se o animal pudesse ser uma extensão sua.

Além de proporcionar bem-estar psicológico, os animais também podem ajudar os seres humanos de formas surpreendentes. Em uma prisão de segurança máxima nos Estados Unidos, gatos são oferecidos a presos e, segundo vários depoimentos, "devolvem"sensações como calma e situações como troca afetiva e companhia a pessoas em condições de descrença social. Pesquisas recentes também comprovaram que cães ajudam a detectar cânceres precoces. Por seu olfato apurado, os cachorros descobrem a doença pelo cheiro alterado das pessoas que apenas eles conseguem sentir. Existem também diversas iniciativas espalhados pelo mundo todo que buscam o aproveitamento dessa relação. O Projeto Segunda Chance, que visa o adestramento e ressocialização dos animais que vivem em um abrigo mantido pela instituição, buscam, além da oportunidade de ganhar um novo lar, uma alternativa para deficientes auditivos. O cão, entre outras habilidades, é treinado para reconhecer o barulho da campainha, do alarme de incêndio, o choro de uma criança e avisar, imediatamente, com apenas um toque de umas de suas patas, seu companheiro humano que não pode ouvir. Mas é importante ficarmos atentos a exageros que levam à dependência do proprietário com o seu animal, ou seja, o animal vira o centro da vida da pessoa e seus desejos passam a ser prioridades. Muitas vezes as pessoas se isolam, negando-se a relacionar-se com outros seres humanos em função de diversos aspectos, como por exemplo uma frustração amorosa, traição, morte de um ente querido e a partir disso, pode vir a acreditar que ninguém mais é digno de confiança e dedicação, desenvolvendo então um relação doentia com seus animais de estimação.

Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), até o fim do ano teremos 37,1 milhões de cachorros e 21,4 milhões de gatos espalhados pelo país e caso ainda haja alguma dúvida sobre o impacto desse expressivo número é só andar pelas ruas para se deparar com imensas franquias de pet shops. Banhos, consultas, roupinhas, carrinhos para passeio estão quase se tornando itens obrigatórios no planejamento financeiro de muitas famílias, a ponto de o animal ser mais bem tratado que muitas pessoas.

Para o bichinho, os excessos de "humanizações" também não são positivos, afinal eles apesar de domesticados pelo anos e anos de convívio com o humano ainda conservam em seu DNA uma semelhança incrível com seus parentes distantes, os lobos. Você sabia que o DNA de um cachorro carrega uma semelhança de aproximadamente 90% do dna de um lobo selvagem?

Agora faça uma reflexão se há realmente sentido em favorecer a dependência de seus animais. Pergunte-se como se sentiria se ficasse o dia todo esperando ao lado da porta de entrada alguém retornar após horas e horas? Pois então, independente de traumas passados, você precisa confiar, aproveitar também do contato com outro humano e eles precisam ser vistos como animais e respeitados como tal. Precisam de opções para ficarem felizes também sozinhos (deixar ao alcance deles brinquedos a que na sua companhia não têm acesso pode ser uma boa opção), precisam se sujar, farejar, rolar em uma grama molhada, estar em contato com outros animais, para conservarem suas raízes.


Pense nisso e você sentirá o benefício dessa mudança de pensamento.

Um comentário:

  1. Não concordo com algumas coisas que foram ditas, eu sou uma pessoa que passou por altos e baixos e atualmente estou digamos no hiper baixo, desde que as coisas pioraram na minha vida a única coisa que me manteve digamos mais ou menos fora do desespero foram meus cães, o primeiro eu adotei uma semana dps q meu pai morreu, ele aguentou comigo uma forte depressão, e só ele me fazia rir, morreu este ano em março. Eu não queria outro sofrimento de perda, mas no balanço final, ele me manteve viva, e assim, um mês dps adotei uma pequena e graças a ela tenho um pq viver, um pq lutar. Cachorros são tarjas pretas q não fazem mal a saúde. Somos seres dependentes de algo, alguém ou alguma coisa, é nossa natureza.

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