Quando adolescente, Já não somos mais crianças, portanto, novas perguntas existenciais começam a fazer parte de nosso dia a dia, como por exemplo:
- Qual é o verdadeiro sentido de minha vida?
- Á serviço do quê ou de quem vivo?
- A quem e por que devo obedecer?
- Quem são meus verdadeiros amigos e o que é uma verdadeira amizade?
- Quem são meus pais e porque eles também erram?
- Como posso estar em mais um lugar ao mesmo tempo?
- O que é o tempo?
- O que é ter sucesso?
- O que quero estudar na faculdade ou ser quando crescer?
- Será que acredito em Deus?
- Quem ou o que é Deus?
- E a morte?
- O que acontece depois e para onde vamos?
A busca é desenfreada, impulsionada por uma energia única, de querer explorar e viver a vida em seus extremos, em todas as suas dimensões! Na adolescência, as feridas da infância tomam conta ou, ao contrário, ficam engavetadas para que novas perguntas possam ser feitas e vivenciadas.
Quem não consegue fazer escolhas não cresce. Segue a vida se deixando levar por escolhas alheias e não aprende a lidar com as frustrações tão necessárias ao nosso crescimento e aprendizado.
Quem não consegue fazer escolhas não cresce. Segue a vida se deixando levar por escolhas alheias e não aprende a lidar com as frustrações tão necessárias ao nosso crescimento e aprendizado.
O livre-arbítrio é uma das grandes sabedorias da vida, pois é através das nossas escolhas e da maneira como fazemos nossas escolhas que podemos conhecer melhor quem somos, nossas sombras e luzes e aprender a crescer com coragem e força. Quem não consegue fazer escolhas não cresce. Segue a vida se deixando levar por escolhas alheias e não aprende a lidar com as frustrações tão necessárias ao nosso crescimento e aprendizado.
Aprender a fazer escolhas é viver a relação entre tempo & espaço de uma maneira inteira, integrada. Para fazermos escolhas é fundamental que possamos viver o momento presente, levando em conta nosso passado e sem nos deixarmos iludir pelas projeções do futuro. Quando fazemos escolhas, qualquer uma, fazemos a partir daquilo que sentimos e percebemos hoje!
Na medida em que somos apegados às coisas e não queremos perder ou errar, fazer escolhas torna-se muito mais difícil.
COMO ESCUTAR O CORAÇÃO E A ALMA? O QUE É ISTO? DE QUE JEITO PERCEBEMOS
QUANDO UMA ESCOLHA NASCE NO CORAÇÃO?
É muito importante que pais e adultos ajudem os jovens a aprender a escolher e para isto é fundamental que eles possam se permitir (e serem permitidos!) a errar. Escolher implica em riscos, renúncias e frustrações, assim como implica em coragem, conquistas e alegrias. É sempre uma sensação muito boa quando sentimos ter escolhido a coisa certa, na hora certa e no caminho certo. Mas o que é o certo? Será que existe o certo ou apenas aquilo que foi escolhido?
Quando somos jovens, queremos fazer muitas coisas ao mesmo tempo, estar com muita gente ao mesmo tempo. Ou, escolhemos nos esconder nos livros, no computador, nas fantasias e no silêncio de nossos quartos e casas. Escolher enfrentar o mundo, os desafios da vida, dos relacionamentos, modelos de sucesso e realização, muitas vezes são assustadores e ameaçadores quando somos jovens.
Escolher não ceder a preguiça e ao desânimo também nos exige coragem, força e determinação. A preguiça é o disfarce que usamos quando estamos confusos ou com receio de nossas escolhas. A preguiça é um poderoso disfarce e se não reagimos a ela, torna-se vicio! E assim como todos os vícios, vai ficando cada vez mais difícil e trabalhoso largar!
Escolher nossa imagem ou o melhor jeito de nos apresentarmos ao mundo, também não é fácil. Nossos pais foram ou são modelos a serem seguidos, repetidos ou transgredidos, mas sempre são modelos. Gostando ou não, nossa tendência é repetir. A partir daquilo que conhecemos e vemos em nossas infâncias, criamos crenças sobre o que é o melhor, o que é ter sucesso, o que é ser aceito e amado e a partir daí, vamos criando nossas imagens.
Quando somos adolescentes, podemos testar algumas imagens, mesmo sem nos darmos conta de quem estamos repetindo ou idealizando. Mas existe aquele modelo... Aquele determinado modelo que no fundo acreditamos ser o que mais chama a atenção. Adoramos chamar a atenção, de um jeito ou de outro. Somos todos carentes de atenção, de alguma maneira! Muitas vezes nos acostumamos com a falta de atenção.
Todos nós somos carentes de afeto e buscamos reconhecimento, validação e atenção. Muitas vezes, para termos a ilusão da atenção, buscamos imagens estranhas, transgressoras, fora dos padrões. Outras vezes buscamos nos sobressair intelectualmente ou artisticamente. Mas necessitamos sentir que podemos ser vistos e valorizados. Escolhemos o tempo inteiro, mesmo que pudéssemos escolher com mais confiança e consciência. Escolhemos desde o momento em que acordamos até o momento de dormir.
Escolhemos construir uma vida amorosa, criativa e fértil, assim como podemos escolher uma vida destrutiva e vazia. Escolhemos a partir de nossas luzes e sombras, saúde e feridas.
Escolhemos com consciência e escolhemos na inconsciência. Mas escolhemos!
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